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Projeto Junho 16, 2021

A rota ilegal do Manganês na Amazônia: um recorte em tempos de pandemia

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O Manganês é o quarto metal mais utilizado no mundo. Países industrializados da Europa Ocidental, além de Estados Unidos e Japão tem suas indústrias siderúrgicas, extremamente, dependes, das reservas de Manganês existentes em países como o Brasil. No país, um dos estados da Amazônia, o Pará, concentra umas das maiores reservas do minério, e é responsável por 57,86% de todo o Manganês extraído em território nacional. O problema é que grande parte desse minério é extraída e transportada para fora do país de forma ilegal. Em 2020 foram apreendidas pela Polícia Federal, no Pará, 90 mil toneladas de Manganês de origem ilegal, avaliados em 90 milhões de reais. Investigações da PF apontam que o volume de Manganês escoado pelo porto do município de Barcarena é 30% maior que o extaido no estado.

Esta exploração ilegal deixa um rastro de destruição do meio ambiente, já que não se respeita as regras de recuperação de áreas após a lavra. Isso sem falar nos conflitos fundiários, já que muitas populações tradicionais são retiradas, compulsoriamente, de áreas considerads propícias para a exploração do minério pelas quadrilhas envolvidas nesse esquema ilegal. Esta situação tem se agravado durante a pandemia com a diminuição das fiscalizações, desarticulação de movimentos sociais e por outro lado reforçada pela busca por investimentos seguros, como é o caso do comércio de minerais, que cresceu ao redor do mundo, nesse âmbito de incertezas gerados pela pandemia.

A ideia desse projeto é produzir uma série de reportagens, no formato de rádiojornalismo, em três episódios, nas seguintes abordagens:

1° Ep: Apresentação da rota ilegal do Manganês: Desde a extração ilegal do Manganês nos municípios de Marabá, Parauapebas, Curionopolis e Eldorado dos Carajás até a chegada ao porto de Barcarena. Neste episódio será detalhado como acontece a extração, o transporte ilegal feito por quadrilhas especializadas e com alto poder financeiro e bélico, além de toda a rede de corrupção de agentes públicos para que o minério deixe a região em direção ao mercado internacional, em especial o japonês.

2° Ep: Impactos sociais, ambientais e econômicos para a região: mostrar os rastro de destruição ambiental, além dos impactos sociais e financeiros (falta de arrecadação) deixados pela rota ilegal do Manganês no município de Marabá e região.

3 ° Ep: O impacto da pandemia na rota ilegal do Manganês: Abordar como alguns reflexos da pandemia, como diminuição das fiscalizações, operações e desarticulação de movimentos sociais e por outro lado o aumento da demanda, com o aquecimento do mercado de minérios Internacional, tem contribuído para a intensificação dessa ação ilegal na Amazônia.